Turismo Regenerativo
Floresta da Esperança



A Floresta da Esperança é o nome simbólico atribuído a uma área com cerca de quatro hectares, localizada na parte mais elevada da propriedade do Chão do Rio, atualmente em processo de restauro ecológico. O objetivo é recuperar uma floresta nativa diversa, resiliente e adaptada ao território, composta maioritariamente por espécies autóctones.
Entre as árvores predominam os carvalhos (carvalho-alvarinho e carvalho-negral), bem como sobreiro, azinheira e salgueiro e bétula nas zonas mais húmidas. Para o estrato arbustivo plantam-se medronheiros, sabugueiros e pilriteiros, enquanto a cobertura do solo é enriquecida com madressilvas. Em zonas de corta-fogo, e também com o objetivo de fomentar a biodiversidade, são plantadas figueiras comuns.
Um trabalho contínuo de restauro ecológico
O restauro ecológico desta área — que se pretende venha a tornar-se uma reserva de biodiversidade — exige um trabalho sistemático e exigente. A sucessão de incêndios e tempestades, aliada a solos pobres e rochosos e a verões longos, quentes e secos, faz com que, se deixada à sua sorte, a área evolua para o empobrecimento dos solos e a redução da diversidade de espécies, dominada apenas por plantas pirófitas, bem adaptadas a este contexto.
Para contrariar este processo, são realizadas ao longo do ano diversas ações de forma continuada:
* Plantações e sementeiras nas diferentes épocas de chuva, recorrendo a várias técnicas:

– sementeira direta de bolotas e outras sementes recolhidas na parte baixa do Chão do Rio;
– plantação de árvores jovens enraizadas em cuvetes, adquiridas ou doadas por entidades parceiras como o CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela e a ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais e do Ambiente;
– plantação por estacaria, realizada a partir de podas de árvores existentes na propriedade.
* Gestão de combustível, com controlo regular de espécies pirófitas como giestas e estevas, reduzindo o risco de incêndio.
* Controlo de espécies invasoras, como as acácias.
* Podas de formação, com vista a acelerar o crescimento das árvores jovens.

* Enriquecimento do solo, através da aplicação de composto produzido no Chão do Rio e estrume recolhido nos estábulos dos animais.

* Instalação de maroços (pequenos abrigos), promovendo a presença de pequenos herbívoros como coelhos e lebres, que contribuem para a gestão natural da vegetação.
* Rega em zonas selecionadas, com o objetivo de acelerar o crescimento de um núcleo central capaz de impulsionar a regeneração natural de toda a floresta.
Um laboratório vivo e um espaço de aprendizagem
A Floresta da Esperança tornou-se, assim, um laboratório vivo, onde se testam e ajustam diferentes técnicas de restauro ecológico. É também um espaço de educação e sensibilização ambiental, acolhendo visitas de escolas e ações pedagógicas dedicadas à importância da floresta autóctone.
Todos os anos, é ainda o mote para o Dia Aberto Chão do Rio – Um Dia pela Floresta, um momento especial de partilha, em que se dá a conhecer a evolução da Floresta da Esperança, as dificuldades encontradas, as aprendizagens feitas e se convidam outras entidades a partilhar as suas experiências.

O seu contributo faz parte da floresta
Ao fazer a sua reserva no Chão do Rio, está diretamente a contribuir para o crescimento da Floresta da Esperança. Se quiser envolver-se de forma mais ativa, poderá ainda participar nas ações de restauro, como a sementeira de bolotas, ou adquirir um Certificado de Apadrinhamento da Floresta da Esperança.

Saiba como pode ajudar junto da nossa receção.